O feminismo é um movimento político preocupado com a transformação das estruturas de dominação patriarcal, ou seja, aquelas centralizadas no papel social do homem (comumente associadas ao homem provedor e chefe de família). Para isso, o feminismo nos convida a desnaturalizar papéis de género, mostrando como eles são socialmente construídos. Por exemplo, nas nossas sociedades é comum encontramos estereótipos acerca do que é “ser homem e do que é ser mulher”. É importante destacar que o feminismo é um movimento plural e que por isso existem feminismos com abordagens e perspetivas diferentes – feminismo classista, feminismo negro e feminismo liberal, por exemplo. O movimento feminista impulsionou grandes e necessárias mudanças sociais, como o acesso das mulheres ao voto, à educação de meninas e mulheres e aos direitos sexuais e  reprodutivos.  

Até hoje, aborda assuntos relevantes como a necessidade de discutir a desigualdade, a disparidade salarial, o assédio sexual, a mutilação genital feminina, a violência doméstica e a conciliação entre a vida familiar e privada, entre outros, problemas que ainda afetam muitas mulheres no mundo inteiro.  

Feminismo não é o contrário de machismo!  

O feminismo defende a igualdade de género. Para o feminismo, todos/as devem ter os mesmos direitos, sem que nenhum tipo de determinação biológica estabeleça hierarquia entre as pessoas ou estimulem relações de opressão. Em vez de dominação, pretende-se a equidade.  

 O machismo, que pressupõe a superioridade dos homens em relação às mulheres, caracteriza-se por atitudes e opiniões contrárias à igualdade de género. Baseia-se na cultura patriarcal que vincula a figura masculina a um papel de liderança, enquanto atribui às mulheres um lugar de subalternidade. 

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O que são estereótipos de género? Por que precisamos combatê-los? 

Estereótipos de género são um conjunto de ideias preconcebidas sobre a maneira como cada género deve parecer, ser e se comportar. Desde muito cedo, é comum ensinarem as meninas a serem passivas, subservientes e a ocuparem espaços e funções de cuidado não voltadas para o espaço público e para o poder. Os meninos, por outro lado, são incentivados a desenvolverem características associadas à coragem, ousadia e poder. Tais estereótipos, muitas vezes, podem determinar até mesmo as profissões que homens e mulheres exercem.  

“Os estereótipos de género são​ as representações generalizadas e socialmente valorizadas acerca do que os homens e as mulheres devem ser (traços de género) e fazer (papéis de género). Papéis e traços estão ligados e normalmente 

hierarquizados, ou seja, os ditos traços “femininos” – a mulher é mais carinhosa e frágil – são menos valorizados socialmente do que os “masculinos” – o homem é forte e racional.”  

CITE – Glossário a Importância de falar do mesmo. 

Qual a importância do empoderamento das mulheres?  

Empoderar meninas e mulheres é fortalecer a sociedade como um todo, ao modificar a consciência coletiva para a superação de preconceitos. É dar a elas a oportunidade de alcançarem lugares antes inimagináveis, promovendo a autoconfiança, a autonomia e a liberdade de pensamento, seja em casa e no trabalho ou em espaços públicos de debate. Empoderar as mulheres também é desconstruir um discurso depreciativo que faz com que sintam vergonha de si mesmas e, por vezes, não acreditam ter capacidade.

 Fonte: ONU Mulheres Brasil  

E onde entra a tal sororidade?  

A palavra vem do latim soror, que significa irmã. Sororidade, então, quer dizer irmandade. Na prática, consiste na união das mulheres. É parar de sustentar ideias que incitam a rivalidade e trocá-las por atitudes de empatia, solidariedade e respeito. Quantas vezes você já ouviu que mulheres não conseguem ser amigas de verdade e só querem competir?   

Esse tipo de pensamento favorece o machismo. Portanto, é importante ouvir, dar voz e se colocar no lugar da outra,​ assim como exercitar​ um olhar mais humano, menos crítico, e estabelecer uma rede de apoio de escuta e suporte, promovendo ajuda mútua. 

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